Veja-se! Agora, idolatre-se!

mick daleee

Esses dias me lembrei de uma conversa que tive com um amigo muito querido há alguns meses atrás. Lembro que estávamos sentados na calçada, quando ele disse:

-Cacete, eu realmente queria ser como o Mick Jagger.

-Por quê? – eu indaguei, curiosamente.

-Porque ele tem muito dinheiro, fica com todas as mulheres. Cacete, deve ser bom viver assim.

E eu lembro exatamente do que imaginei quando ele me disse aquilo. Imaginei o Mick Jagger acordando numa tarde de domingo, provavelmente de ressaca, indo ao banheiro e se olhando no espelho, dizendo:

-Cacete, como é bom ser eu!

E eu lembro que alguns dias depois eu acordei e fui até o banheiro. Me olhei no espelho e disse:

-Cacete, como é bom ser eu!

Quero dizer… Não existe nenhuma outra pessoa que eu queria ser. Eu sou exatamente quem eu quero ser. Posso me transformar no que eu quiser, do dia para a noite. É como se o mundo todo fosse envolvido por uma mágica e somente algumas pessoas soubessem como ela funciona. Se olhar no espelho e gostar do que vê, sem desejar ser nenhuma outra pessoa. Cacete, eu gosto de ser eu!

Dizem que a idolatria é um pecado, mas todos nós temos ídolos (ou pessoas nas quais nos inspiramos). Ora, o que há de errado em admirar alguém? É uma coisa perfeitamente natural. O que seria capaz de me matar por dentro seria aquele sentimento de “Ah, eu trocaria de lugar com esse cara, numa boa”. Eu não consigo pensar assim. Não pensava há dez anos atrás e certamente não penso hoje.

As pessoas não nascem sabendo como elas são, mas elas acabam por tornar-se aquele “eu” que vai muito além de egos fragilizados e corações amargurados. Só existe um “eu”. Existem muitos de vocês e cada um é um “eu” diferente. A vida é feita para gritarmos esse “eu” interior. É isso que tentamos fazer todos os dias, sem sequer nos darmos conta disso.

Antes de idolatrar qualquer um, eu idolatraria a mim mesmo. Eu sei que parece um pensamento egoísta e narcisístico, mas não é. Eu simplesmente gosto de aproveitar a experiência única e singular do “eu”. Eu celebro o meu “eu” como mais ninguém celebra o seu na face da terra. Cada um de nós tem tanto dentro de si… Mas as pessoas insistem em procurar o “eu” no outro. Essas pessoas, nunca o encontrarão. Elas vão passar a vida inteira com raiva de si mesmas, sem saber o motivo. Eu lhes digo o motivo: Elas simplesmente não procuram se conhecer bem o bastante. Se elas o fizessem, gostariam de si mesmas.

A vida é uma oportunidade de conhecer o “eu”. Eu não falo da prisão do “eu”. Dessa, temos que nos libertar. Eu falo de levar á si mesmo com os seus próprios pés. Várias vezes no meu dia eu me pego falando sozinho, brincando comigo mesmo em meus pensamentos. E quando percebo que estou fazendo isso eu sempre me lembro: “Ah, como é bom ser eu”.

E esse “sentimento” está ao alcance de todos. Cada um de nós pode fechar os olhos por cinco minutos e aprender mais sobre o “eu” do que aprendeu na vida inteira. Olhar para dentro de si mesmo é um grito de liberdade. Não passe a vida inteira se perdendo, passe-a se encontrando. E uma vez que passar diante do seu reflexo, não pense em mais nada, exceto: “Cacete, como é bom ser eu”..

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2 comentários sobre “Veja-se! Agora, idolatre-se!

  1. Exatamente. Eu também jamais gostaria de ser outra pessoa. Me amo com meus defeitos e qualidades. Penso que cada um deve buscar o seu sucesso, e não desejar o do outro.

ComentAnderson

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