Tudo o que vive no nada

sdoaksfs

E de repente, eu me sentia vivo. Não era o tipo de coisa como: “Nossa, há quanto tempo eu não me sentia assim?”, era algo que eu nunca tinha sentido antes. Fui até a minha janela para reparar um ar puro e dei uma boa olhada no céu. Algo estava diferente nele! Ou será que algo tinha mudado dentro de mim?

Coloquei a mão sobre o meu coração. Pensei por um momento em todos os segredos que ele guardava. Depois não pensei mais nisso. Fiz um café e continuei ali, olhando para o céu. As nuvens iam de um lugar para o outro, donas delas mesmas. O céu era um grande quadro e as pessoas eram os seus observadores.

Por um outro instante eu pensei em quantas pessoas deveriam estar fazendo o que eu fazia. Quero dizer, muita gente por aí devia estar sem fazer nada, mas quantas realmente sabiam apreciar o nada? Beirava à ironia, mas o meu nada significava tudo. Enquanto uns mascaravam-se e faziam o impossível para tentar provar algo para eles mesmos e para os outros… Eu ficava ali, olhando o céu e a dança das nuvens. Não precisava provar nada para ninguém. Tinha um compromisso comigo mesmo, tinha um destino. Mas eu não tinha pressa. Gostava de olhar para o céu e não saber qual seria o dia de amanhã.

Se chovesse, eu continuaria ali. Se o sol queimasse minha pele, eu continuaria ali. Mesmo que nevasse ou que houvesse um tornado, eu não iria me mover. Quem me olhasse ali, iria pensar que eu era um preguiçoso. Mal sabiam eles, mas eu poderia rir tanto deles quanto eles poderiam rir de mim. Então eu ri sozinho. Existem aqueles momentos na vida em que você pensa: “Cacete, eu devo ser a única pessoa no mundo que está pensando nisso”. E, certo ou errado, você é. O mundo é aquilo que acontece diante dos seus olhos. Quando você entende isso, você passa a procurá-lo dentro de você e não lá fora. Mesmo que ainda continue curioso quanto ao mundo, sabe que tudo que existe está dentro de você.

E o que é tudo o que existe? Bom… Isso deve depender de cada um. O que é normal para um, pode não ser para o outro. Por ora eu estava feliz, transbordando. Em alguns momentos pensei que as nuvens desceriam até a beira dos meus pés e me convidariam para subir nelas. Eu aceitaria, se elas viessem.

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