Quem deve ir? Quem deve ficar?

vlcsnap-2013-10-29-05h04m00s1

Não existe nada abstrato. Cada elemento que surge em sua vida tem um significado profundo e vasto. O problema é que nós nem sempre estamos prestando atenção. Não entendemos o que pode significar uma brisa que desarruma nossos cabelos, o voar de um pássaro sobre nossas cabeças ou um simples gesto como duas mãos dadas.

Ouço as pessoas falarem sobre desapego aos quatro cantos. Todas as pessoas que conheço falam sobre ele, pouquíssimas realmente o praticam. Quem o pratica, geralmente faz de maneira exagerada e nada convincente.

Quero dizer… O desapego é uma parte importante da vida. Devemos compreender que nem tudo que nos é apresentado deve ficar conosco para sempre. O que é fundamental é fazer uma verdadeira faxina na mente e no coração.

“Tudo bem, isso precisa ir”. “Isso precisa ficar”.

Não diga que você pratica o desapego se você constrói muros enormes e derruba pontes. Como eu disse… Nada é abstrato. Há um motivo para você estar lendo essas palavras agora. Eu soube que havia um motivo para escrevê-las quando comecei. Não que eu saiba exatamente qual é, mas eu simplesmente não luto com o que diz meu coração.

O desapego não significa que todas as pessoas que entram na sua vida tem que sair. Muito pelo contrário. Particularmente, demorei muito tempo para entender isso. E sendo mais específico ainda, hoje eu me permito sempre a ir embora e permito que as pessoas que não quiserem ficar vão também, ainda que eu as queira manter por perto. Eu me recuso a colocar amarras em alguém, assim como me recuso a aprisionar um pássaro. Eu me recuso a tirar a liberdade de tudo que é vivo. Se eu fizesse isso, estaria tirando minha própria liberdade.

Mas, repito: Nada é abstrato. Às vezes você conhece uma pessoa por duas semanas e pensa: “Ela tem que ir embora”. Você realmente gosta daquela pessoa, aprecia sua companhia, mas mesmo assim você acha que precisa ir embora. Quando sua mente lhe disser isso, coloque a mão sobre o seu coração e pergunte-se: “Por quê?”.

É isso mesmo. Questione-se! Não seja escravo de suas ideias. Somos criaturas de vontades. O desejo habita em cada um de nós. Mas às vezes os conceitos de liberdade, desejo e vontade mudam tão rápido que nem notamos. E o que devemos fazer nesse momento? Ora, eu lhe digo o que eu não faço quando estiver nessa posição: Não farei o mesmo que já fiz.

Não tenho nenhum arrependimento. Sempre lidei muito bem com as minhas escolhas. Sempre assumi as consequências pelos meus atos. E essa é uma obrigação de todo e qualquer ser que respira. Até mesmo na natureza, as pequenas criaturas sabem disso. Nós que nos julgamos tão evoluídos, deveríamos reaprender o que nascemos sabendo.

Então, quando conhecer alguém e realmente gostar da pessoa, não permita que a sua mente estrague tudo. Quero dizer… Ao invés de tentar complicar uma coisa que é tão simples quanto duas almas tornando-se próximas, simplesmente seja você e permita que as coisas tomem seu rumo por elas mesmas. Permita-se! Veja onde isso vai dar.

Você sempre pode estar certo, mas também pode estar errado. Nunca se limite a prisão do “eu”. De vez em quando, deixe o eu de lado e passe a pensar em “nós”. E somente quando pensar com o coração e não com a cabeça, será capaz de tomar a decisão correta. Sim, algumas pessoas realmente devem ir de vez em quando, mas eu vou lhes contar um pequeno segredo que aprendi em minha vida: Nem todas precisam. Estar livre, não significa exatamente estar sozinho.

E, acima de tudo: Não confunda o que teu coração te disse um dia com o que ele está te dizendo agora.

Anúncios

ComentAnderson

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s