Todo mundo tem um parafuso solto

parafusos a menos

Louco? Quem? Eu? Depende quem pergunta! Sim, eu bebo demais, falo demais, fumo demais e juro que vou parar, mas nunca paro. Como comida não saudável. mesmo pretendendo me tornar um vegetariano. Digo que quero namorar, mas quando tenho a oportunidade pulo fora. Louco? Talvez…

Não, eu não assisto TV, nem ao menos tenho uma TV em casa. Mudei-me quatro vezes no ano passado, invisto em projetos sem nenhuma garantia e me entedio com facilidade. Á cada seis meses minha vida muda completamente. Em fevereiro vou bater meu recorde de permanência em um emprego, completando um ano. Cheguei a trabalhar por duas semanas em um escritório de advocacia, mas quando senti o tédio bater pulei fora. Eu pulo fora mais frequentemente do que a maioria das pessoas. Louco? Provavelmente…

Mas, e daí? Louco, mas louco do bem. Não procuro fazer mal a ninguém, embora muitas vezes faça, especialmente a mim mesmo. Louco? Sim, louco, com orgulho. Não vou a igreja e tenho uma estátua do Ganesha [divindade hindu] que fica de frente para a minha cama, assim ela é a primeira coisa que eu vejo de manhã. Durmo tarde, não cumpro horários. Faltei da faculdade três semanas no semestre passado e só reprovei em duas matérias… E ainda assim eu penso em largá-la. Louco? Depende…

E aqueles que são considerados sãos? Aqueles que fazem as mesmas coisas todos os dias, que são sufocados pela sua rotina, que passam a vida inteira no mesmo trabalho, morando na mesma cidade, sem nunca deixá-la. Estes são os sãos? Depende de quem pergunta, eu acho. Se eu lhes perguntar, certamente eles são os sãos e eu sou o louco, o que nasceu do avesso, o que tem um parafuso solto e provavelmente serei chamado de degenerado após 15 minutos de conversa.

Louco? Quem? Eu? Quem pode-se dizer são nesse mundo louco? Eu sei que eu não posso. Orgulho-me de quem eu sou, me orgulho das minhas atitudes, embora muitas vezes incompreensíveis para os outros. Sei exatamente quem eu sou, sei exatamente aonde quero ir, apesar de não pensar no futuro distante. Eu vivo o aqui e o agora, acho que pode me chamar de louco por isso também.

Experimentei muito do que a vida tem a oferecer e isso faz de mim um louco. E aqueles que não conhecem 10% da vida? Ah sim, eles são os normais! Eles estão cobertos de razão, vão viver para sempre e jamais se arrependerão.

E os loucos permanecem juntos! Um louco conhece o outro. Os ditos “sãos” não conhecem nem mesmo a si mesmo. E eles não são tão normais quanto dizem ser… Todos nós temos um parafuso solto! Cada um de nós! A diferença é que eu aceito isso, até gosto! E desprezo o mundo normal, a sociedade padronizada e lobotomizada.

Louco? Pois é… Loucura talvez seja um conceito! Eu não posso encontrar uma definição melhor para a loucura do que passar todos os dias na frente da TV, olhando a mim mesmo no espelho e não gostando do que vejo! Essa é a verdadeira loucura! O ser humano está reprimido! Pobre ser humano!

Ame cada pequeno detalhe da sua loucura! Seja louco, se é como querem o definir! Tenha seus devaneios, suas crises! Mas viva, viva intensamente! É melhor viver a vida como um louco do que não viver um dia sequer como um são.

Louco? Sim, talvez… Pela vida em si e pela definição do dicionário. Tenho um parafuso solto, ou talvez vários! E quem não tem? Quem pode apontar o dedo para mim quando me vê na rua e dizer: “Esse cara é louco”. Muitos o fazem, mas quem realmente tem a moral de dizer? Como já dizem (e sou obrigado a modificar a frase para caber no conceito) “A realidade do louco é o sonho do são”.

São? Você? Melhor pensar duas vezes…

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