Reclamar ou fazer algo a respeito?

praça osorio

Ouvia o soar da água dos chafarizes da Praça Osório quando alguns ruídos começaram a dispersar minha atenção. Quando menos vi, tinha sido trazido para o momento presente.

Próximos de mim estavam dois casais, que conversavam sobre uma pequena lata de RedBull que estava boiando nas águas do chafariz. Amaldiçoavam quem quer que tivesse jogado a latinha ali com todos os palavrões que conheciam em seu vocabulário e tentavam encontrar culpados: um dizia que a culpa era da prefeitura, outro dizia que era do governador e as duas mulheres diziam que a culpa era da educação dada pela mãe de quem havia despejado seu lixo ali.

Agora, eu não sabia quem tinha sido o autor daquela façanha e tampouco me interessaria em conhecê-lo. Simplesmente fui em direção ao lixo que estava na beirada do chafariz, me abaixei um pouco, o apanhei e o lancei na lixeira.

No mundo, há as pessoas que reclamam do lixo no chão e há aquelas que o ajuntam. Não levei 30 segundos para fazer isso. Os casais ficaram em silêncio. Talvez na próxima vez eles reclamariam menos.

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