Você pode não querer amar, mas quando o amor chega… Você não quer que ele vá embora!

sobre o amor

Acordei entre garrafas com uma nuvem de fumaça no quarto. Tentei bebericar o último gole de uísque, mas quando o líquido tocou a minha língua e começou a ir de encontro com a minha garganta senti a súbita vontade de soltar a garrafa. O fiz. Ela quebrou em três grandes pedaços e em um monte de pedacinhos pequenos. Ali estava ela: minha amiga e inimiga intima, espatifada.

Tudo o que eu podia fazer era pensar no meio da desordem caótica que estava instaurada na minha mente.

Eu e o amor nunca nos demos bem, sempre fugi dele. Mas ele vem, quer você queira ou não. Ele arromba a tua porta, arrebenta todos os teus cadeados e toma conta de todo o seu ser sem nem ao menos ter a decência de pedir se o queremos ali. Não importa. Ele virá para ti, ele virá para mim. E a pior parte é que não importa o quanto a gente o evite… Quando ele vem, a gente não quer que ele vá embora.

O grande problema é que o amor traz com ele aquele monte de pequenas coisas e defeitos que desejamos com todo coração que não estivessem ali. O amor faz você entrar em conflito, provoca confusão na sua mente… Mas, afinal… Quem disse que a mente tem alguma coisa a ver com o amor? A razão se mete onde não é chamada, mas por fim descobrimos que só encontramos o nosso coração quando perdemos a cabeça.

Eu estive apavorado com a ideia de amor e compromisso durante toda a minha vida. Nunca dei espaço para que nada ficasse sério. É estranho, mas sinto um orgulho imenso disso. Mas ultimamente tenho me entediado com isso: as noites de bebedeira perderam um pouco do sentido quando ela não está ali e levar qualquer outra mulher para a cama seria redundante e monótono.  Confie em mim quando eu digo que é sempre mais fácil fugir, mas quando a coisa real acontece não há para onde correr. Dessa vez não posso mudar de cidade ou me afogar entre cervejas e doses. Aquilo ainda estaria ali. A parte engraçada é que eu realmente não quero fugir. É como se o amor estivesse apontando uma arma para mim durante toda a minha vida, mas dessa vez eu simplesmente lhe digo:

-DISPARE.

Suplico que ele dispare.

É estranho encontrar-se no olhar de uma pessoa e perder-se no mesmo olhar com a mesma facilidade. Tudo é novo e você descobre que ainda tem que aprender a lidar com tudo isso. Leva a mão ao seu peito e as batidas parecem com uma linda música que nunca fora tocada antes. Pensamentos vem à sua mente, mas você simplesmente diz: “Hoje não”. Eles não se calam, mas as batidas do seu coração faz com que eles virem apenas ruído. Sente, como não achou que era capaz de sentir. 

E mais estranho que tudo isso é não saber exatamente como expressar que nasceu um novo universo onde antes só havia um buraco negro furioso que sugava a tudo e a todos. Logo eu, ficando sem palavras…

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