A mulher certa virá (se você tiver paciência)

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Nunca esperei pela mulher perfeita e nunca me esforcei muito para manter uma mulher ao meu lado. Me encantava com todas elas, com seus sabores e aromas. Ninguém me ensinou tudo o que eu sei, exceto eu mesmo. Também nunca me importei com os rótulos que me colocaram durante todo esse percurso. Pra toda mulher que ia embora, vinha uma nova em seu lugar. Nem melhor, nem mais bonita ou mais inteligente. Rotular qualquer uma delas seria rotular a mim mesmo e portanto eu evitava ao máximo o fazer.

Posso dizer sem sombra de dúvida que dispensei mulheres pelos motivos mais absurdos que você pode imaginar nos últimos anos. As que me dispensaram, todavia, me dispensaram pelos motivos mais óbvios possíveis: era apavorado pela ideia de compromisso, gostava de ter a minha própria vida sem dar satisfações à ninguém e acima de tudo definia minha ex-namorada como a pessoa perfeita para estar comigo. Não a queria de volta, mas sempre exigia algumas semelhanças dela para minhas parceiras. Quando eu descobria que elas eram elas mesmas acabava por encontrar algum pretexto estúpido para que elas fossem embora. O problema não era nenhuma delas, era eu (por mais que essa seja a mais velha desculpa no livros das desculpas).

E continuei esse processo por longos (e não vou mentir: maravilhosos) anos, mas algo sempre esteve na minha cabeça: cedo ou tarde vai aparecer alguma mulher que vai me fazer querer outra coisa. Ao contrário da maioria das pessoas, eu não esperava por uma história de amor. Pelo contrário: evitava-as, agarrando-me com unhas e dentes à qualquer coisa que me afastasse da palavra “casal”.

NÃO ADIANTOU.

Eu tinha acabado de mudar de apartamento. Estava com bons amigos, bêbado quase todos os dias, com algum dinheiro no bolso e uma quantidade inacreditável de mulheres que eu poderia levar para a cama. Acima e tudo, é importante destacar que eu me sentia bem com tudo aquilo. Melhor até do que deveria, parando bem para analisar.

Fato é que não demorou muito para eu conhecer alguém. Lembro de me encantar rapidamente por uma garota certo dia em um dos bares mais populares da cidade. Lembro que ela zombou de mim de um jeito bastante delicado pelo fato de eu ser seis anos mais novo do que ela. Lembro de ter colocado na minha cabeça algo do tipo “EU PRECISO TER ESSA MULHER”. Decidi – como qualquer bom predador decidiria – que aquela seria minha nova vítima.

Não pedi pelo número de telefone e nem mesmo pelo nome. Sabia que o destino tinha essa mania interessante (e às vezes irritante) de aproximar da gente tudo aquilo que a gente deseja, de uma forma ou de outra. Não pensei muito nisso, mas uma ou duas semanas depois a encontrei novamente e dessa vez conversamos. Conversamos bastante, mas sempre gostava de “ir dar uma voltinha” quando a conversa ficava realmente boa. Entenda, eu PRECISAVA ter aquela mulher.

Não foi naquele dia. Nos encontramos por acaso na madrugada alguns dias depois e continuamos conversando. Parecia que tínhamos continuado a conversa exatamente de onde paramos. Dessa vez trocamos nomes e telefones. Dessa vez, trocamos beijos e uma conexão forte o suficiente para apavorar a nós dois. Passei de “eu realmente preciso ter essa mulher” para “eu não sei o que fazer com essa mulher”. De fato, havia encontrado algo nela que eu não tinha encontrado em nenhuma outra nos últimos anos. Algo diferente, que me puxava pra perto mesmo quando eu queria estar longe. Algo que fazia cada segundo longe dela parecer uma tremenda perda de tempo.

E nesse jogo de “bem-me-quer, mal-me-quer” acabamos por aceitar que estávamos juntos. E passamos a ajustar as pequenas coisas com o passar dos dias. Nada é perfeito, então não se engane. O que eu quero contar aqui é que a pessoa certa acaba aparecendo, mesmo que não estejamos procurando por ela. Ela virá e não vai se importar se você quer estar com ela ou não. Repentinamente, você irá se esquecer dos motivos pelos quais lutava para afastar todo mundo e começará a pensar em jeitos de deixá-la mais próxima de você. Não se importará, acima de tudo, com o seu passado ou com o dela.

A pessoa certa virá. Basta você ter paciência.

E não adianta dizer que você não está preparado. Você sempre está!

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