Quando digo “eu te amo” é isso que significa

amor

Tudo o que podemos ser é um “eu te amo” e não podemos definir tudo aquilo que podemos ser com essas três pequenas palavrinhas. Não podemos esperar que as palavras mastigadas possam ser digeridas e os sentimentos compreendidos. Os sentimentos são complexamente simples, de um modo que os sentimos involuntariamente e não somos capazes de descrevê-los exatamente como nos sentimos.

Nem eu espero que minhas palavras definam meu amor. Sequer espero que elas façam alguma mágica. Espero, todavia, que elas criem vida… Que existam além de mim. Espero que todas as palavras se conectem em uma tentativa de fazer com que a luz que existe dentro consiga brilhar do lado de fora. Talvez nesse momento em que você lê aquilo que tento explicar para mim mesmo, as palavras lhe levem a algum lugar distante, do mesmo modo que o vento as traz para perto de mim

Quando digo “eu te amo” não estou tentando repetir aquilo que eu vi em algum filme, nem tentando fazer com que te lembres de tua canção favorita. “Eu te amo” não é uma apelação, não é uma simples frase feita ou algo que possa ser explicado com matemática. “Eu te amo” é a forma através da qual tento levar tudo aquilo que está dentro para o lado de fora, colocando tudo lentamente a sua frente para que possas admirar. Nunca acreditei na ideia do ‘amor pensado’, aquele amor combinado que as pessoas contam. Nunca acreditei na ideia do amor ser um algoritmo.

Quando digo que “eu te amo” estou lhe assegurando de que seu lugar está guardado. Não apenas seu lugar na cama ou seu lugar ao meu lado quando estivermos caminhando por aí de mãos dadas. Quando digo “eu te amo” digo que há um lugar dentro de mim especialmente reservado pra ti. Quando digo “eu te amo” digo que meu lugar é contigo, do mesmo modo que teu lugar é comigo, independentemente das circunstâncias – pois nem tudo no mundo é cor-de-rosa e nem em nós mesmos. Quando digo “eu te amo” digo que estarei contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e não apenas na alegria, na saúde e na riqueza. Se fosse assim, seria fácil. Se fosse assim, não seria amor.

Quando digo “eu te amo” declaro que estou aqui em carne, osso, santidade e pecado. Declaro que estou aberto e declaro que estou sendo sincero. Sincero, mesmo quando seja mais fácil mentir – pelas coisas grande e pelas coisas pequenas. Quando eu digo que “eu te amo”, vou em tua direção sem capacetes ou equipamentos de segurança. Dizer “eu te amo” vai além do que essas três palavrinhas. Quando digo “eu te amo”, digo que deixarei claro quando eu não estiver feliz ou quando estiver me sentindo só. Deixarei claro, pois a solidão é tua ausência – muito além da presença física.

Quando eu digo que “eu te amo” digo que te amei desde a primeira vez que te vi, ainda que não soubesse disso. Digo que te amei na primeira vez que passei meus dedos por entre teus cabelos e nos primeiros beijos trocados. Quando digo que “eu te amo”, saiba que aquele “eu te amo” ficou trancado por muito tempo, mesmo quando eu já sabia que te amavas. Quando digo que “eu te amo”, estou depositando meu coração em tuas mãos – para que tu cuides e o protejas. Quando digo que “eu te amo”, me torno vulnerável perante a ti – na alegria e na tristeza.

Quando digo “eu te amo” não digo para ouvir de volta. Eu não quero as ‘palavrinhas mágicas’, nem quero que tu digas quando te convéns. Quando digo que te amo, digo para que aceites aquilo que não gostas da mesma forma com a qual aceitas aquilo que gostas. Quando digo que te amo, digo pois almejo que te esforces para que eu possa lhe dizer novamente pela manhã. Não digo que devamos nos render aos problemas, às dificuldades e aos limites. Digo que devemos nos render ao amor, pois ainda que ele não resolva tudo por ele mesmo, ele nos dá aquela vontade para que possamos resolver. Quando digo que “eu te amo”, digo que não sou perfeito e que reconheço que tu também não és. Quando digo que “eu te amo”, não separo as sílabas e nem conto as vogais.

Quado digo que “eu te amo”, digo que encontrarás em mim um cúmplice, se assim o desejar – alguém com quem tu possas contar, alguém com quem tu terás um lar e a vida que desejarmos em comunhão. Quando digo que “eu te amo”, digo não ao orgulho e não ao egoísmo. Digo que correrei por dois quilômetros apenas para tentar lhe tirar um sorriso. Quando digo que “eu te amo”, digo que abro mão da felicidade momentânea que pode me ser concedida por qualquer outra pessoa – onde estará essa outra pessoa em cinco anos? Onde estará você? Onde estarei eu?

Os “eu te amo” passam a ser “eu te amei” quando não são devidamente compreendidos. Por isso quando digo “eu te amo”, isso significa que “eu te amarei” Quando eu digo que “eu te amo”, entretanto, não lhe digo apenas isso. Lhe digo muito mais! Significa muito mais! Mais do que a vida e mais do que as próprias palavras que eu escrevo.

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