Sentimentalismo Seletivo

SENTIMENTALISMO SELETIVO

Aos olhos alheios, aqueles bem longe da possível intimidade, creio que sempre tenho aparentado ser uma pessoa fria. Nem sempre aceitei de cabeça erguida tudo aquilo que a vida me oferecia, mas tentava sempre trabalhar com as possibilidades das situações mais indigestas da vida. Quando eu era um pouco mais jovem, creio que meu sentimentalismo era aflorado, ainda que eu tentasse – sem sucesso – escondê-lo. Todavia, com o passar dos anos aprendemos que nosso sentimentalismo deve ser seletivo.

Não que o tempo possa nos tornar “pessoas frias”, mas creio que com o tempo aprendemos a selecionar aqueles que merecem o nosso calor. Ter um coração partido (uma vez ou um milhão) não faz com que seu coração fique gelado, mas sim com que fique mais forte. Poucas vezes na vida eu me senti verdadeiramente mal quando meu coração fora partido, pois sempre pensava: “Bem, é assim que tem que acontecer”.

Esse “Sentimentalismo Seletivo” não é uma maldição. Ao contrário do que muitos pensam, dedicarmos nossos sentimentos àquelas pessoas que nos tocam através da alma é uma verdadeira benção. Seu coração é mais sábio do que tu pensas. Ele não irá ser atraído tão facilmente quanto o teu cérebro por pernas e coxas. Teu coração precisará, sobretudo, que alguém seja capaz de tocá-lo sem parti-lo mais uma vez.

Teu “Sentimentalismo Seletivo” não é verdadeiramente teu, mas sim de teu coração cansado, que resolveu fazer por ti aquilo que tu não fizestes por ele.

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