Pela abolição das resoluções de ano novo

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Todo fim de ano é a mesma coisa: A gente se enche de promessas e logo nos frustramos por não conseguirmos cumpri-las. Criamos expectativas sobre-humanas sobre nós mesmos diante da nossa incapacidade de realizar algo durante 365 dias. O dia primeiro de janeiro não é mais nada do que uma outra página que arrancamos do calendário. Em seguida, iremos arrancar mais onze a logo voltaremos a ela.

calvin-hobbes-new-years-resolutionsNão, meus caros amigos. Isso não significa nem de longe que deveremos abdicar de nosso potencial de mudar e nem ao menos que devemos repetir os mesmos erros que cometemos nesse ano em um próximo. O que eu quero verdadeiramente lhes dizer, como um apto descumpridos de minhas resoluções de ano novo é que não devemos esperar que uma simples mudança no calendário possa mudar por nós aquilo que não conseguimos mudar por nós mesmos.

Eu tenho minhas resoluções, mas não são resoluções de ano novo. São resoluções que fiz para mim mesmo e que pretendo cumpri-las não com o badalar da meia-noite do dia 1, mas sim ao meu próprio tempo. Respeito meus erros e meus pecados o suficiente para aprender a não repeti-los, por mais que ainda o faça. Apenas não irei depositar minha confiança no “dia 1”, pois quando o fazemos, o dia 1 se torna o dia 366 e a gente não sai do lugar.

Deixe que um ano acabe, deixe que o outro comece e até mesmo aproveite o misticismo por trás de um novo calendário. Não deposite, de forma alguma, todas as suas expectativas nos fogos de artifícios da meia noite. Você não tem só mais “um ano” e você certamente não precisa esperar que o ano vire para realizar as mudanças que você deseja para a sua vida. Você precisa apenas de um segundo de lucidez plena e ele não está marcado para a meia noite do dia 1.

Particularmente, nesse ano não terei nenhuma listinha com as minhas resoluções e nem farei promessas ao universo. Minha resolução sempre é, sempre foi e sempre será “tentar ser um pouquinho melhor hoje do que era ontem” e assim ela permanecerá. Nossas mudanças não estão planejadas em um novo calendário e sim em uma nova forma de refletir e pensar sobre as coisas.

Sem resoluções e sem promessas que possam ser quebradas. Sem criar algo que não seja concreto. Apenas ser e deixar ser, viver e deixar viver. E que as mudanças emanem de nós mesmos e não de superstições ultrapassadas.

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