EU NÃO SOU AQUILO QUE VOCÊ VÊ NO MEU FACEBOOK

Facebook Prisão e ilusão

A doce ilusão das redes sociais faz com que tenhamos uma falsa impressão acerca daquilo que pensamos a respeito das pessoas, do mesmo modo como passa uma falsa sensação de proximidade, mesmo que nunca antes estivemos tão distantes como estamos agora. Chamamos essas redes de “sites de relacionamento”, sendo o Facebook o mais emblemático.

Existe essa imposição sobrenatural para que você tenha uma página na rede social mais famosa e mais utilizada na curta história do mundo tecnológico. Você não se atreve a excluir seu perfil no Facebook, e, quando o faz, reativa-o em menos de uma semana. Pense bem: Quantos amigos seus já se despediram de todos os amigos nessa rede social, para simplesmente voltar à ativa em um curtíssimo prazo de tempo, que por vezes chega menor do que um dia.

É como se o Facebook fosse o novo cigarro: Faz mal, mas as pessoas ainda não tem consciência disso. Do mesmo jeito que as pessoas passaram a ver que o cigarro não era a coisa mais cool do mundo e o mesmo ficou fora de moda, o mesmo provavelmente acontecerá com a rede social.

O Facebook é uma espécie de competição. Todo mundo quer mostrar o quanto é especial, o quanto é legal, o quanto é feliz, o quanto é inteligente, quais livros lê, quais filmes cult vê, se prefere filmes dublados ou legendados, se o correto é biscoito ou bolacha, etc.

Agora imagine que eu estou com uma régua de madeira em sua frente e você está sentado em uma mesa. Eu peço para que você estenda a mão e lhe dou uma reguada. Agora imagine que eu estou dizendo/gritando o seguinte pra você: “AS PESSOAS NÃO SÃO AQUILO QUE ELAS POSTAM NO FACEBOOK. NÃO SÃO SUAS CURTIDAS, NEM SEUS COMPARTILHAMENTOS, NEM SEUS COMENTÁRIOS INGRATOS. ELAS NÃO SÃO TÃO FELIZES QUANTO ÀS SUAS FOTOS E NEM TÃO INTERESSANTES QUANTO FINGEM SER”.

O Facebook é o maior paradoxo da modernidade. Por vezes, as pessoas chegam até mim e dizem que eu sou uma pessoa completamente diferente daquilo que sou no Facebook. Me pergunto então, como diabos ela chegou à uma conclusão verdadeiramente aplicável sobre a minha pessoa através de um amontoado de fotos, textos e curtidas. O Facebook não representa a minha pessoa, representa a minha persona – não é o que eu verdadeiramente sou.

Mesmo para aquelas pessoas que anunciam na rede social até mesmo quando vão ao banheiro: O FACEBOOK NÃO É A VIDA REAL. Aceitem isso e parem de julgar precipitadamente aos indivíduos por aquilo que eles “postam”. Ao invés disso, procure, conhecê-los: Não perfis com fotos bonitinhas, mas sim seres de carne e osso, dotados de vontades e sentimentos.

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