Um texto para ler quando você se sentir “indiferente”

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Dizem por aí que o oposto do amor não é o ódio, mas sim a indiferença. Nosso ódio nada mais é do que nossa própria confusão, no meio de sentimentos reprimidos por uma agressividade selvagem que nos foi tirada quando nos vimos obrigados a viver em sociedade. Quando nos tiraram das selvas, quando nos obrigaram a parar de caçar pelo nosso próprio alimento… De algum modo permanecemos selvagens. Isso é o ódio.

Bem, isso é o ódio… Mas não é do ódio que se trata esse texto, uma vez que transcrevo aqui acerca do oposto do amor: A indiferença.

Você provavelmente se sente indiferente a algumas coisas. Alguns se sentem indiferentes em função da política, outros da sociedade, outros da polícia, outros dos filmes de super-herói que abarrotam os cartazes dos cinemas. Também não é sobre esse tipo de indiferença que eu vos falo, motivada por um interesse que nunca fora despertado dentro de ti. Trato aqui da indiferença como o oposto do amor.

E muito cuidado com toda essa indiferença que tu clamas sentir como oposição ao amor.

A indiferença é a recompensa que tu tens ao lidar com o pleno fracasso de um coração perdido. Ela não te assombra, nem faz com que tu te arrependas pelo tempo ou pelos centavos perdidos com algo ou alguém que tu amavas. Teu amor antes tão fervoroso se transforma simplesmente em um “nada”. Você olha para aquela pessoa ou para aquele algo que tanto amavas e não consegue sentir nada e nem ao menos compreender o que tu sentiras antes. A indiferença é um simples “nada”, que faz com que você se sinta bem de alguma maneira inexplicável. Você está feliz com aquele vazio.

Existe uma outra modalidade de indiferença, por outro lado. É aquela indiferença que tu diz sentir, mas na realidade não sentes. Você esbraveja sua suposta indiferença, quando a real indiferença nunca lhe faria esbravejar. Se realmente estivesses indiferente, olharia para o outro lado e não pensaria nada a respeito. Se tu sentes uma obrigação em expressar o quanto estás indiferente ou o quanto não se importas mais, sinto-lhe dizer, mas a indiferença é tudo o que tu não sentes. As pessoas, em seus delírios motivados pelo orgulho, adoram dizer que estão indiferentes. Terminam um relacionamento e três dias depois já estão falando sobre o quanto estão indiferentes aos fatos recentes, quando na verdade não estão. Se estivessem, sequer falariam a respeito caso não fossem perguntadas e, quando perguntadas, simplesmente dariam de ombros ao vento.

Não tente forçar em ti uma indiferença que tu não sentes, pois tudo o que tu estarás fazendo será ferir ao teu próprio coração. Repito: A indiferença é uma recompensa, como se tivessem sobrado algumas migalhas do seu prato predileto e você francamente não se importasse. Forçada, entretanto, a indiferença é o teu veneno. Mente para ti e para os outros tentando provar o quão forte você pensa que é. De vez em quando, assumir a fraqueza é um ato de nobreza.

Do mesmo modo, não podes recriar o amor onde reinas a indiferença. A indiferença tem o seu propósito para existir: Ela é o fim do amor. Não coloque “…” onde teu próprio coração colocara um ponto final. Se realmente sentes indiferença por algo ou alguém que já amou, este é o teu ponto final. Se não sentes, por outro lado, levanta-te e luta, pois se jurar uma indiferença mentirosa perante ao universo, o universo se tornará indiferente aos teus desejos.

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