O que seus relacionamentos conturbados lhe ensinaram?

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Você certamente conhece alguém que diz ou talvez seja uma das incontáveis pessoas que diz ter um “dedo podre“. Tenho uma amiga bem próxima, um pouco mais nova do que eu que foi traída pelos quatro namorados. Tenho um outro amigos que sempre acaba se relacionando com mulheres indisponíveis e um outro que sempre se apaixonou por meninas que nada tinham em comum com ele. De histórias como essas, tiramos os dizeres de que as pessoas tem o “dedo podre”. Será?

Recentemente passei a refletir sobre meus relacionamentos passados (tanto sobre os beeem passados quanto por um relacionamento que recém-terminara) e passei a indagar sobre esse “dedo podre” que muitos afirmam ter e que eu certamente já afirmei ter em algumas situações da vida. Geralmente, é algum acontecimento adverso que faz com que meus relacionamentos “engatilhem” e ao invés de lidar primeiramente com esses acontecimentos adversos vou logo com muita sede ao pote, o que geralmente resulta em um sofrimento mútuo para ambas as partes ao final deste.

O modo como nos relacionamos com os outros são essenciais para que possamos compreender quem nós somos de verdade. Nosso jeito para com as pessoas que gostamos tanto diz muito sobre nós mesmos, quanto nos deixa um legado de lições a serem aprendidas. Se você é relutante em aprender as lições que seus relacionamentos lhe ensinaram, a melhor escolha para ti é ficares só. Eu, nesse exato momento, venho exercitando uma virtude que eu nunca tivera antes: “Paciência”.

Eu fiquei solteiro por cerca de cinco anos, sem querer ninguém e evitando me aproximar ao máximo de qualquer conexão emocional. As conexões emocionais serviam para que eu e a outra pessoa nos sentíssemos bem, mas em hipótese alguma para que nos relacionássemos. Eu estava verdadeiramente desinteressado em “relacionamentos” e muito mais preocupado no relacionamento que tive comigo mesmo.

Bem, esses anos passaram e acabei me envolvendo em um outro relacionamento, com aquela ideia de “dessa vez será diferente“. O resultado foi catastrófico, embora em muitas partes tenha se tornado indolor com facilidade. Tive um relacionamento com inúmeras semelhanças ao que tive anteriormente e isso me fez pensar: “Será que toda a culpa é do outro? Ou é que tenho um dedo podre?“.

Nenhuma alternativa, nem outra.

Observei um certo modus operandi ao analisar os dois relacionamentos com frieza. Parecia que no intervalo de cinco anos onde exercitei minha “solteirisseeu não tinha de fato me preparado por estar com ninguém que não fosse eu mesmo. Quando aconteceu, de tal modo, não havia nenhuma hipótese de eu “estar pronto“, o que produziu resultados semelhantes aos de meia década atrás.

Relacionamentos terminam, isso é um fato. Se você tiver alguma sorte em sua vida amorosa, cedo ou tarde você encontrará um que não acabe ou que funcione de uma maneira que independa de um vínculo romântico. O que eu quero verdadeiramente que você compreenda é que os nossos relacionamentos conturbados estão realmente nos revelando alguma coisa importantíssima para nossas vidas. Dentre as minhas principais lições aprendidas (e pode apostar que não foram poucas) está esse negócio de ir com muita sede ao pote, como se eu estivesse “forçando o destino”.

Você já teve algum relacionamento conturbado? Provavelmente já. Mas… Você já parou pra analisar com introspecção todos os pequenos detalhes, por mais insignificantes que sejam desse seu relacionamento? É um exercício que lhe revela mais sobre você mesmo do que muitos outros exercícios de “autoconhecimento” dos quais eu já pratiquei.

Tenho essa outra amiga que sempre reprovou o fato de que quando as pessoas entram em um relacionamento, elas começam a se privar de algumas coisas. O resultado foi que ela começou a se privar de quase tudo o que gostava (e continua gostando) para agradar a outra pessoa com quem havia iniciado um relacionamento. Conversava com ela em um dia desses e ela simplesmente me perguntava “por quê?”, mas eu sequer tinha uma resposta reconfortante para lhe dar. Nossas lições somente estão ao seu alcance e não se confundem com as lições alheias.

Se você deseja não continuar nesse loop infinito proponho que analise de maneira impessoal todos os acontecimentos, sem culpar o outro ou a si mesmo. Simplesmente pare e pense sobre tudo e em algum ponto irá encontrar o “então foi aqui que deu errado” e o “bem, foi aqui que uma lição me foi ensinada”. As soluções para esses enigmas são mais simples e óbvias do que você imagina. Quando encontrar suas “lições” (e pode acreditar que a maior parte delas estão embaixo do seu nariz), faça o possível para aprendê-las em seu próprio ritmo. Não se apresse e não as utilize para “ganhar” uma pessoa do seu passado de volta. É provável que aquele relacionamento conturbado tenha cumprido o papel dele em sua vida: Lhe ensinar.

OBS: Estou com pouquíssimo tempo livre então é bem provável que pintem alguns errinhos no texto devido à falta de revisão 😉

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