Como passar o Dia dos Namorados só?

dia dos namorados solteiro

Todo ano quando chega o Dia dos Namorados a história é a mesma. Uns ‘se alugam’, outros choram, outros esperneiam, outros fingem. Por conta do fatídico dia 12 de junho, as pessoas inventam histórias de amor para elas mesmas, histórias de amor com um curtíssimo prazo de validade e com o único objetivo de espantar alguma espécie de fantasma emocional. As pessoas fazem seus malabarismos e suas danças do acasalamento pouco convincentes, pois elas não querem estar sós. Tudo bem para os outros dias, mas não no dia 12, não é mesmo?

Desde que saímos da barriga de nossas mães, somos condicionados a acreditar que só nos sentiremos completos se tivermos “um par” – alguém com quem compartilhemos todas nossas dores, lamúrias e esquizofrenias, mas claro, eles não nos contam as histórias de amor assim. Contam-nos histórias de amor plásticas, nas quais a mão do mocinho e da mocinha se esbarram e em seguida eles vivem de chá da tarde, sorrisos descompromissados e sem preocupação alguma no mundo. É como se namorar fosse um “santo remédio” para desviar-nos de quem somos realmente.

As pulsações vão ficando mais firmes com a aproximação de tal data, bem como os padrões e exigências se tornam mais flexíveis e por vezes inexistentes. As pessoas só querem alguém para segurar a mão delas, mas elas não pensam assim. Preferem transformar qualquer história em uma história de amor à moda antiga, daquelas que só existiram em fábulas, mas elas as querem na vida real. Você poderia repensar: Será que tudo o que lhe disseram sobre amores são flores? Nada disso. Amar é foda. Conceder-se ao outro, perdoá-lo quando ele não merece e cumprir as promessas que fizera-lhe um dia. Esperar que o outro faça o mesmo. Pode chamar esse processo de que bem entender, só não me diga que ele se dá facilmente.

Bem, deixe-me contar uma história sobre o Dia dos Namorados. Há alguns anos atrás eu me apaixonei e conquistei essa garota, bem como ela me conquistara com o olhar. Passamos alguns meses de “pé-de-guerra” juntos e chegamos inclusive à celebração do tal “Dia dos Namorados”. Naquele dia, ao contrário do que fazíamos frequentemente, não brigamos. Fomos apenas as gentilezas que nos contam que o amor é. O que aconteceu um ou dois dias depois? O amor simplesmente acabou, ou transformou-se em alguma outra coisa que não compreendemos qual fora. Não estou culpando o Dia dos Namorados pelo acontecimento em questão (nem de longe), mas o que quero dizer é que esta é apenas uma data. Um dia e pronto.im-alone

Existem também essas outras pessoas que são ilustradas como no caso que eu acabei de lhe contar. No Dia dos Namorados se debruçam em juras de amor e gentileza, como se a data fosse responsável por oferecer o melhor que tu tens para a pessoa que tu amas, antes que possa voltar “ao normal”. Nunca fui muito destes do “Dia dos Namorados” e sempre preferi presentar e elogiar na surdina, quando a pessoa menos espera. Também nunca acreditei nas histórias de amor que nos contam nos livros e filmes. Acredito apenas no “aqui e agora”.

O Dia dos Namorados, meus amigos, não é nada mais do que uma ilusão passageira no seu calendário. Você não precisa forçar um amor ou sentir-se mal por ele. Talvez o Dia dos Namorados seja para você namorar consigo mesmo, reforçar um compromisso perante a única certeza que terás na tua vida: Você sempre será você. Relacionamentos virão e irão em um piscar de olhos, mas tu ainda tens que lidar contigo mesmo. Você não pode “romper” consigo mesmo nem mesmo depois da morte. Isso não é maravilhoso? Lhe contaram que precisavas de alguém que nunca lhe abandonaria, independentemente do que tu faças. Tu já tens essa pessoa e ela mora do outro lado do espelho. Teu único compromisso que durarás para sempre e que depende apenas de ti é aquele que firmastes contigo mesmo.

Não transforme o Dia dos Namorados em uma tragédia por estar só, nem caia nos braços da primeira pessoa que encontrar por esse motivo. Não trate o Dia dos Namorados como mais do que é: Só mais um dia pra você marcar um “X” sobre em seu calendário. Não é o fim do mundo!

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