Sim, houveram outras pessoas

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A primeira regra se você verdadeiramente quer estar com alguém é a seguinte: Você não pode se importar com o passado dela. Não importa com quantas pessoas aquela pessoa esteve, quantas daquelas pessoas ela amou, quantas drogas ela usou ou a quantas festas ela já foi. Tudo isso se torna pequeno, redundante, beirando ao ridículo.

Que enfrentemos nossos demônios; nossas próprias exigências; nossa própria experiência. Que enfrentemos a nós mesmo, quando nos deparamos com os fantasmas do passado daqueles que amamos. Que nos perdoemos, sobretudo, por nos incomodarmos com o fato de que as pessoas tenham um passado. Que nos perdoemos por nos incomodarmos por aquelas pessoas que amamos já terem visitado outras camas, beijado outras bocas, vivido outras vidas.

O passado não acompanha o presente e nem chega ao futuro. O passado é, com o perdão da redundância, apenas o passado. Uma sombra na parede, uma perda de tempo. Mesmo assim, damos tanta importância para ele: Para o nosso passado e para o passado dos outros.

Queres saber o que eu verdadeiramente penso? Olhar para o passado é como andar para trás. Não conheço ninguém que verdadeiramente tenha orgulho de seu próprio passado. Não conheço ninguém que tenha colhido bons frutos olhando para o passado dos outros. As sementes que ficam no passado nunca viram frutos. Continuam sendo sementes – que quase sempre viram pedras.

Sim, houveram outras pessoas. Houveram outras festas. Houveram outras vidas. Naquela pessoa que amamos e em nós mesmos. E o que nós temos a ver com isso? Do nosso passado e dos outros, não resta hipótese para que os revivamos. Podemos tão somente lamentá-los, apreciá-los, senti-los. Nunca olhe para lá, para aquele passado, pois ele não te espera aos beijos e abraços, ele te espera com insensatez, portando facas e machados.

Nunca julgue alguém pelo passado que tu também tiveste. Sim, houve um passado. Não, você não faz parte dele. Continue não fazendo parte do passado. Se tentares ser um viajante do tempo, tudo que tu encontrarás será a própria dor. E ao contrário de muitas dores de tua vida, essa tu estarás provocando a ti próprio.

Olhe para a frente, pois lá é belo e tudo há de ser escrito e desenhado;

Jamais olhe para trás; Lá atrás, talvez tenha sido o rascunho.

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