Da lua e de quando ela veio me buscar

Durante algumas noites, a lua não tinha aparecido. Quando a lua some, somos privados do brilho da noite e das estrelas. Só estamos verdadeiramente sós quando a lua nos deixa. Com ela, nos sentimos imbatíveis.

Volta e meia eu ia para a janela procurar pela lua, como se eu fosse um adolescente esperando pelo sua amante. Mas tudo o que eu encontrava era a escuridão noturna, infalível na sua missão de me fazer sentir só. Se a lua tivesse telefone, eu ligaria pra ela. Mas tudo o que a lua tinha era seu brilho, que parecia nunca mais voltar.

Certa noite, pensei tê-la visto de repente espiando por cima das nuvens escuras. Era apenas um feixe de luz. Será que ela estava procurando por mim, assim como eu procurava por ela? Se a lua tivesse um telefone, talvez ela ligasse pra mim.

Mas que azar o meu!

Aquele feixe de luz não era a lua. Era só um disco voador que a lua tinha mandado para me buscar.

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