Dos nossos demônios

Tenho andado em modo de combate. Vejo demônios e fantasmas por toda a parte, escorrendo pelas paredes e tornando meu chão impossível de ser limpo. Poucas ironias cósmicas são tão intensas quanto a verdade suprema sobre os nossos demônios: Nós os criamos do nada, os alimentamos, deixamos que eles durmam em nossa cama. Parte da gente acha que precisamos deles.

Bem, eu tenho passado mais tempo com meus demônios do que tenho passado tempo com as pessoas. Comecei a dar apelidos pra eles e continuo os alimentando, provocando aquele sentimento de exaustidão. O problema com os vampiros, ainda que gostemos deles, é que eles se alimentam do nosso próprio sangue.

Nossos demônios nos convidam para que passemos a destruir nós mesmos. Ingênuos, caímos nas dele e continuamos alimentando-os.

Só cabe a nós escolher o que fazemos com eles. Podemos torná-los fartos, alimentando-os diariamente ou podemos torná-los frágeis, privando-os do alimento que é a nossa dor. Nós só temos o costume de alimentá-los, pois temos um certo orgulho até de nossas mais infames criações.

Hoje à noite, eu vou dormir sozinho.

Eles que fiquem do lado de fora.

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