COVID-19: uma oportunidade para sermos menos idiotas e egoístas

Ok, amigos, é uma pandemia! E é claro que olhamos para tudo a nossa volta ainda incrédulos. Olhe só para essa coisinha:

Iti malia.

Parece inofensiva, não parece? Mas não é.

O surto do novo coronavírus (Covid-19) é uma realidade lamentável. Não sabemos exatamente como ele começou e tampouco podemos vislumbrar de que forma (ou mesmo quando) esse pesadelo irá acabar. Não é momento para nos desesperarmos, mas também não é momento para acharmos que uma pandemia global não muda nada em nossas vidas, independentemente de estarmos ou não no grupo de risco: é momento para sermos menos idiotas e egoístas.

Surfando entre comentários e opiniões de negacionistas e conspiracionistas, fica difícil manter a calma. Nosso povo sempre foi conhecido por dar menos atenção aos problemas do que eles merecem, de deixarmos na mão de outras pessoas ou mesmo dos governos as soluções para nossos desafios do cotidiano. Precisamos aceitar: o governo não está fazendo nada para conter a Covid-19; a responsabilidade é inteiramente nossa para evitar o colapso.

Você quer comprar alimentos para garantir que nada falte? Tudo bem, mas faça isso com alguma prudência. Você não precisa de 20 pacotes de arroz ou de 10kg de carne. Compre o suficiente para que nada lhe falte sem fazer com que falte para as outras pessoas. Você está com medo que falte água? Pois todo mundo está. Compre um galão de água, deixe na sua casa. Você não precisa de 60 litros de água. Isso só vai se transformar no apocalipse se persistirmos sendo completos imbecis. E eu nem preciso lhe contar que você não precisa de 30 potes de álcool gel, certo?

Li uma frase interessante esses dias e não me lembro de onde: “Aos seus avós foi pedido para que fossem para a guerra; para vocês, apenas que fiquem em casa”. Ficar em casa é tudo o que precisamos fazer no momento. Não importa se você é jovem e não corre nenhum risco de vida ao contrair o Covid-19. Sua preocupação deve estar em não contrair a doença para não a espalhar para os outros. Isso é altruísmo, é consideração pelos outros e acima de tudo é responsabilidade. O que eu mais gosto de fazer é sair por aí, ficar olhando as coisas das ruas e as pessoas. E eu abri mão disso porque é minha responsabilidade ficar em casa e só sair para o estritamente necessário.

É claro, nem todo mundo pode usufruir desse privilégio e permanecer em casa, ainda mais em um país que tem na miséria e na pobreza um retrato fiel de sua história. As pessoas precisam trabalhar, precisam ir ao mercado, precisam usar o transporte público. E se você é privilegiado como eu e pode ficar em casa, simplesmente FIQUE EM CASA. Deixe os espaços públicos para aqueles que não podem evitá-los. Minha rotina foi significativamente modificada: só estou saindo para o indispensável. Eu sinto falta de dar uma voltinha na rua em todos os fins de tarde? Sinto falta pra caralho! Mas preciso fazer minha parte, assim como cada um precisa fazer a sua.

Não é hora de ir à praia, não é hora de ir ao shopping. Não é hora de fingir que nada está acontecendo. Os italianos sofreram uma dura queda ao subestimar o problema. Queremos ser os próximos? Certamente não. É questão de sermos menos idiotas e egoístas. É questão de tomarmos todas as precauções necessárias para que o problema não se agrave. Novos casos são inevitáveis. Façamos nossa parte para não nos tornarmos parte das estatísticas. Não pense no individual agora, pense no coletivo.

 

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