O encontro da Gasolina com o Fogo – Parte III

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O conteúdo de “O encontro da Gasolina com o Fogo” não é recomendado para pessoas impressionáveis, menores de idade ou sensíveis. Confira a parte I aqui e a parte II aqui.

Michael quase se arrependera de querer ouvir a história de Sofia, mas mesmo assim não a interrompia. Pela primeira vez na vida ela estava contando-a para alguém. Se perguntava se de alguma forma distorcida Sofia e o Sr. Morgan tinham alguma espécie de caso, uma vez que ela sumia de casa todos os dias entre as 18h e as 19h. Sentia que não ia gostar do desfecho da história, mas mesmo assim permitia que ela continuasse.

Sofia tinha fechado os olhos e esperado a surra de cinta do Sr. Morgan sem nem ao menos perguntar o que ela tinha feito para deixa-lo zangado. O Sr. Morgan então perguntou:

-Você realmente confia em mim?

-Sim! – respondera Sofia, sem nem ao menos pestanejar. Tinha medo de ficar com os mesmos roxos que Cecília e que sua mãe notasse e o Sr. Morgan ficasse em algum tipo de encrenca, mas não disse nada.

Então o Sr. Morgan fez algo que foi pior do que as centenas de surras que havia recebido de seu pai anos atrás. O Sr. Morgan se aproximou da sua bunda e simplesmente a tocou. Ela esperava uma palmada, mas ao invés disso ele a beijou na região entre o ânus e a vagina.

-Quero que confie em mim, tudo bem? – perguntou o Sr. Morgan.

Sofia respirava loucamente. Não entendia que motivo o Sr. Morgan tinha para fazer aquilo. Mas ela tinha uma certeza: o Sr. Morgan era uma boa pessoa e jamais lhe faria mal. O Sr. Morgan jamais tinha feito mal a ninguém. Diziam na rua que ele nem mesmo era capaz de matar uma mosca. E se todo mundo dizia…

-Tudo bem. Confio em você! – ela disse.

O Sr. Morgan então começou a revirar seu armário e pediu para que Sofia permanecesse com os olhos fechado e naquela posição, com as calças arriadas.

Ele colocou uma venda nela.

-Isso é para que você não machuque seus olhos.

Então ele a puxou para cima da cama e ela ouviu quatro “cliques”.

-Isso é para que você não se mexa. – disse o Sr. Morgan, que tinha acabado de algemá-la junto a cama.

-E isso… – iniciou o Sr. Morgan, fazendo uma pequena pausa – É para que você não grite. Abra a boca.

Ela abriu a boca e ele passou o dedo em sua língua e em todos os seus dentes. Em seguida, sentiu um gosto de borracha. O Sr. Morgan havia a amordaçado, mas ele deveria ter um bom motivo para tudo aquilo. Ela deveria ter feito algo para irritá-lo ou… Ou… Ou… Não conseguia pensar em nenhuma hipótese para merecer aquilo. Nem em seus piores dias seu pai tinha a feito passar por algo tão desagradável. Trocaria todas as surras do mundo para poder sair dali naquele momento. Não conseguia gritar, embora tentasse. Se movia, mas as algemas a impediam. Ela não conseguia ver nada. Logo descobriria que a única coisa boa de estar naquele lugar eram as vendas que a impediam de enxergar os horrores que o Sr. Morgan iria lhe proporcionar.

Violentamente o Sr. Morgan arrancou os seus calçados e disse:

-Você ficaria bem de salto alto. Vejo o jeito que olha pra mim. Sei do que você gosta.

Ela se debatia, mas o Sr. Morgan a ignorava.

-Garanto que vai gostar disso. – ele disse.

Então arrancou as calças dela e em seguida a calcinha.

Michael fumava um cigarro atrás do outro, enquanto ouvia a história. Estava bastante trêmulo e parecia muito mais nervoso do que Sofia, que contava a história enquanto olhava para o café. Não havia bebido um gole sequer. Sofia provavelmente contava aquela história para si mesma todos os dias.

A pior parte é que a pior parte ainda não havia chegado. Michael não sabia disso enquanto ouvia a história e Sofia não sabia disso enquanto estava algemada, vendada e amordaçada na cama do Sr. Morgan.

O Sr. Morgan beijava Sofia no ânus e na vagina, colocando seus dedos dentro dela violentamente.

-Você gosta disso, não gosta? – perguntava.

Sofia não podia responder e não conseguia nem ao menos pensar. Tudo o que conseguia fazer era chorar, ensopando a venda que o Sr. Morgan havia colocado sobre seus olhos. Queria gritar, mas seus gritos eram abafados pela mordaça. Queria machucar o Sr. Morgan, mas suas mãos estavam algemadas e o Sr. Morgan era muito mais forte do que ela.

Ela se lembrava do que diziam sobre o Sr. Morgan na rua: “Ele é uma excelente pessoa”, “Ele não faria mal à uma mosca”, “Ele doa metade do dinheiro que ganha para a caridade”. Lembrava-se de sua mãe dizendo o quanto ela era sortuda por poder passar as tardes na casa do Sr. Morgan – um cidadão modelo que se concentrava apenas em fazer o bem e na palavra de Deus. Era o primeiro a chegar nas missas de domingo e o último a ir embora. Ele tinha até uma cópia das chaves da igreja e substituiu o padre Evaristo em diversos eventos da igreja.

Nada poderia ser pior do que sentir a língua pegajosa de Sr. Morgan em seu corpo – ema partes que nunca tinham sido tocadas por ninguém exceto por ela mesma.

Nada poderia ser pior.

Ao menos, era o que Sofia pensava.

Quando ele parou de lambê-la e beijá-la ela pensou que a tortura havia acabado. O Sr. Morgan voltou a mexer no armário, pelos barulhos que ela ouvia. Provavelmente iria buscar a chave das algemas, soltá-la e pedir desculpas. Ela estava decidida a não desculpá-lo e contar o que o Sr. Morgan havia feito para sua mãe.

Mas o show de horrores sexual do Sr. Morgan havia acabado de começar. Sofia achava que tinha conhecido a dor quando apanhava do pai, mas a verdade é que o Sr. Morgan lhe proporcionaria dores imagináveis naquela quinta-feira.

Ela ouviu os passos lentos do Sr. Morgan em direção à cama e a canção que ele assobiava. A canção ficaria em sua mente por toda a sua vida e ela teria crises de ansiedade todas as vezes em que ouvisse qualquer melodia que se assemelhasse aquilo. “Culto ao demoníaco Sr. Morgan” – foi como ela batizou-a.

O Sr. Morgan passara batom em Sofia, algo que ela nunca tinha feito pois a mãe a proibia. Sentia ele passando produtos em seu rosto. Se perguntava o motivo pelo qual ele estava fazendo aquelas coisas. Sempre fora um homem tão dócil e amável. O que ela tinha feito para merecer aquilo?

Quando ele terminou se passar os produtos em seu rosto, jogou o estojo de maquiagens no chão. Então repetiu:

-Você realmente ficaria bem de salto alto. Talvez eu lhe dê um como recompensa quando terminarmos.

Terminarmos? Sofia perguntava o que poderia ser pior do que aquilo. Precisava vomitar, precisava enfiar uma faca no peito do Sr. Morgan. Descobriu que a mesma violência que habitava o coração de seu pai habitava também o seu. Precisava machucar o Sr. Morgan. Era capaz até mesmo de contar o que ele tivera feito ao seu pai. Ele certamente se mataria, se acreditasse nela… Mas ele nunca acreditava. O que fazer? E o que o Sr. Morgan queria dizer com “quando terminarmos”? Sofia temia que ele a matasse.

Mas o que o Sr. Morgan tinha planejado era bem pior do que a morte. Sofia estava prestes a descobrir isso.

O Sr. Morgan então passou a mordê-la nas nádegas enquanto gritava obscenidades. Ele a mordia com força enquanto delicadamente fazia carinho em seus pés. Falava sobre salto alto. Que tipo de pessoa doentia era o Sr. Morgan? Como ela nunca tinha visto isso antes?

Foi então que tudo piorou. O Sr. Morgan começou a introduzir objetos em Sofia. Ela não sabia que objetos eram aqueles, mas sentia uma dor inimaginável. Chegava a sentir falta das surras de cinta dadas pelo pai. A preferência do Sr. Morgan era por introduzir objetos em seu ânus, o que fazia Sofia sentir ainda mais dor. Ela sentia seu corpo se rasgando por dentro.

-Você é virgem. Posso ver que é. Não é como a puta da minha filha… – ele disse.

Que tipo de monstro era aquele?

-Mas depois de hoje… – continuou o Sr. Morgan – Vai ser minha putinha. E vai gostar disso.

Os outros objetos eram bastante doloridos, mas eram relativamente pequenos comparados ao que haveria ver. O Sr. Morgan retirou a venda dos olhos de Sofia e disse:

-Bem, não quero que você perca o show.

Pela primeira vez, Sofia sentiu a ira sem seus olhos. A ira que acompanhá-la-ia nove anos depois, a ira que ela nunca iria deixar ir embora. Ela olhou para o Sr. Morgan com uma fúria indomável. Ele simplesmente ria. Sofia nem mesmo chorava mais. Achou que depois daquilo estaria preparada para qualquer tortura a qual o Sr. Morgan a sujeitasse.

Estava errada.

A inocência de Sofia morria. E ela sabia que depois de sua inocência, ela seria a próxima.

O Sr. Morgan introduziu os dedos na vagina e no ânus de Sofia enquanto cuspia em suas partes. Ela estava tão fraca que não tinha nem ao menos o ímpeto de tentar chutá-lo. Suas pernas estavam entregues. Desejava ter um salto alto para enfiar nos olhos do Sr. Morgan.

A tortura estava longe de acabar. Quando o Sr. Morgan removeu os dedos do ânus de Sofia começou a doer ainda mais. O Sr. Morgan introduziu a mão inteira em sua vagina, até então virgem. E passou a força-la lá dentro. Ela sentiu o momento em que o sangue passou a escorrer. O pior de tudo é que seu sangue parecia agradar ao Sr. Morgan, o verdadeiro lobo em pele de cordeiro. Ele continuou a introduzir seu braço dentro dela, colocando até mesmo o seu pulso lá dentro.

Sofia perdera a consciência.

Não sabia por quanto tempo tinha dormido, mas quando acordou sentia o Sr. Morgan lambendo-a. Nunca na vida sentira tanta dor. Nunca na vida imaginara que pudesse haver um monstro como o Sr. Morgan. “O Sr. Morgan não faria mal a uma mosca”.

Sem forças, ela voltou a olhar para o Sr. Morgan.

-Você acordou! Que bom, eu estava esperando por isso.

O Sr. Morgan então secou o ânus dela, que também sangrava. Ele o secou pois queria que ela sentisse dor. A dor da desvirginada Sofia era o combustível para o prazer doentio do Sr. Morgan. Ele tirou a cueca e introduziu o seu membro no ânus de Sofia. De alguma maneira incompreensível, aquilo doía ainda mais do que o braço inteiro do Sr. Morgan em sua vagina.

-Você gosta disso, não gosta? – perguntou o Sr. Morgan, que tinha os gemidos agonizados de Sofia abafados pela mordaça como resposta.

“Um dia eu vou cortar isso fora” – ela pensou consigo mesma, mas o pensamento de vingança foi interrompido pela dor aguda que sentiu. O Sr. Morgan diabolicamente a “possuía” com muita velocidade. Tudo o que existia no mundo de Sofia era dor.

Quando estava indo rápido demais, de modo que Sofia já havia se “acostumado” com a dor física, o Sr. Morgan aproximou-se dela e despejou um líquido estranho em seu rosto. Sofia tinha ouvido falar sobre aquilo, mas jamais acharia que a humilhação chegaria aquele ponto. Tudo o que ela fez foi fechar os olhos, enquanto sentia o torturante líquido do Sr. Morgan escorrer por sua face. Que mundo era aquele em que vivia? Quem era aquele monstro que lhe fazia limonada e biscoitos? Será que ele fazia o mesmo com Cecília?

Satisfeito, o Sr. Morgan deitou-se sobre ela e pegou a bíblia que estava no criado mudo ao lado da cama. Folheou algumas passagens e sorriu. Seria o Sr. Morgan algum lunático que acreditou que Deus o tinha mandado fazer aquilo? Não, ela sabia que não. O Sr. Morgan tinha se alimentado da dor dela. Ele não tinha apenas estuprado seu corpo, tinha estuprado sua alma.

Michael parecia em estado de choque na medida em que Sofia lhe contara essa parte da história.

-E o que você fez? – perguntou Michael.

-Sabe aquilo que dizem que as mulheres quando são estupradas acham que a culpa é delas? No momento foi algo do tipo que senti. Em alguns minutos, o Sr. Morgan começou a chorar e implorou pelo meu perdão. Não o dei e então ele me garantiu que ninguém acreditaria em mim se eu contasse. Ele prometeu que ninguém acreditaria e que ele me mataria se eu contasse para alguém, inclusive para Cecília. E ele realmente o faria. Todos amavam o Sr. Morgan, ele era um membro ativo na sociedade. Um crápula estuprador, sem dúvidas… Não sei se ele fez isso com mais alguém em sua vida, mas creio que sim. Se o fez, ficaram em silêncio… Assim como eu. Ninguém acreditaria, entende? Se fosse qualquer outra pessoa eu poderia ter contado, mas o Sr. Morgan… O Sr. Morgan era uma espécie de messias para toda a cidade. Era para ele que as pessoas se dirigiam quando precisavam de um conselho. As pessoas o amavam e diziam que ele deveria ser prefeito. Certamente seria eleito. Minha mãe o amava e dizia que não acreditava que ele continuava sem ninguém desde a morte da mãe de Cecília. Ele visita o túmulo dela todos os dias, mas acho que é apenas um disfarce… Creio que ele não sente nada por ninguém. Creio que tudo o que ele sente é o demônio que viver dentro dele.

Michael não sabia o que responder. Jamais entenderia a dor que Sofia poderia sentir. Jamais saberia o que era aquilo.

-E o que aconteceu com ele? Ele saiu impune dessa? Está morto agora?

-Ele está vivo e bem. – disse ela – Vive na mesma casa com uma nova esposa e uma filha de seis anos. Cecília fugiu de casa com 16 anos e nunca mais foi vista. O Sr. Morgan me viu algumas vezes na igreja, mas nunca mais falou comigo e não preciso nem dizer que nunca mais voltei para a casa dele ou lhe dirigi a palavra. Nunca contei isso a ninguém e espero que mantenha isso entre nós, Michael…

-Claro! – ele assentiu – Que horror! Claro que ficará entre nós! Mas e quanto ao estuprador? Não se sente mal com o fato de ele estar por aí, podendo aterrorizar outra pessoa quando bem entender?

-Você sabe onde eu vou todos os dias das 18h às 19h? – ela o questionou.

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